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27 de jun de 2012

O HOMEM FORTE NO COXA

Uma história de sucesso
O jornalista Hiltor Mombach postou na Folha Online do Correio do Povo no dia 24 de junho uma matéria especial intitulada, "Uma história de sucesso", dando ênfase sobre o Coritiba e sua gestão, e a reviravolta pós 2009, comandada pelo Presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Confira: 

Vilson Ribeiro de Andrade foi chefe executivo (CEO) da HSBC. No final de 2009, viu o seu Coritiba desabar para a Série B com invasão de campo e com vândalos destruindo o estádio Couto Pereira. Ao lado de companheiros, decidiu montar um projeto de reestruturação. Acabou presidente do clube.

No primeiro ano de gestão acabou com a estrutura amadora do clube, com um projeto de profissionalização, tirou o time da Série B. De quebra, o time conquistou o campeonato paranaense[em cima do maior rival].

Em 2011 veio o paranaense outra vez, acompanhado de um 8º lugar no Brasileiro e de um vice-campeonato da Copa do Brasil: “Saímos dos 2.500 mil sócios para os 25mil”, diz Vilson.

Nesta temporada o clube comemorou o tri do Paraná[novamente em cima do maior rival], e está pela segunda vez consecutiva, na final da Copa do Brasil, eliminando o São Paulo, numa prova de que dinheiro nem sempre é documento quando o assunto é futebol.

O São Paulo teve o segundo maior faturamento bruto de 2011, com R$ 226 milhões, enquanto que o Coritiba o 12º, com R$ 66 milhões. A folha salarial do representante paulista supera os R$ 8 milhões mensais; a do paranaense é de R$ 2,8 milhões, a mais baixa entre os semifinalistas da competição.

Se antes o Coritiba dependia quase que exclusivamente da verba da TV, hoje o quadro mudou. A TV deixa R$ 30 milhões/ano, 44% do faturamento total, e os sócios entram com 24%.

Recentemente, o jornal Brasil Econômico, em seu caderno especial sobre o Campeonato Brasileiro, trouxe um levantamento com os clubes melhor administrados do país. O Coritiba, após sua reformulação administrativa iniciada em 2010, ficou em segundo lugar, atrás apenas do Corinthians. Perguntei a Vilson qual sua fonte de inspiração para implantar a profissionalização no Coritiba. Diz que seguiu os modelos do Inter e do Grêmio.

Homem de finanças, Vilson faz um alerta para os dirigentes de futebol: “A aproximação da Copa do Mundo no Brasil está gerando uma bolha inflacionária. Difícil será pagar a conta depois. Muitos jogadores preferem seguir atuando aqui, recebendo salários milionárias, a ir para a Europa e, outros, estão retornando de clubes europeus, seduzidos por ofertas antes impensáveis."

A meta de Vilson é zerar o déficit do Coritiba este ano (foi de R$ 11 milhões em 2011), terminar de pagar em cinco anos os impostos atrasados (R$ 50 milhões) e dar maior visibilidade clube. Para tanto sonha com o título da Copa do Brasil, que garantirá a instituição na Taça Libertadores de 2013.




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